Posts

Personalidade através do tecido

Mulherão em forma de menininha!

Oiiii meninas, eu sou a Marianna Tavares, estilista e empresária do ramo da moda e hoje vou contar para vocês como consegui fazer florescer a personalidade de duas amigas através dos vestidos que eu criei para elas.

Quem me conhece e conhece minhas criações sabe quão ousada sou, mas é claro que busco sempre revelar cada detalhe da personalidade e feminilidade, muitas vezes escondida, de cada cliente. Quando tenho a primeira conversa com elas para desenvolver o look de algum evento (importantíssimo conhecer pessoalmente a pessoa) vamos moldando ele conforme a ocasião, a formalidade e a personalidade da pessoa, embora normalmente elas me deixam bem a vontade para escolher, e sempre entrego algumas opções.

Tiveram dois casos que marcaram muito a minha carreira, talvez por serem minhas amigas, e por possuírem uma personalidade que chama bastante a atenção. Lindas, com tatuagens, e gostam do estilo camisetão, botina, tênis… E aí o desafio começou a crescer!

A Lu, moleca, cheia de tatuagens e estilo, mas salto? Quase nem existe no armário dela. Tive dois desafios com a Lu, vestir ela para uma festa mais casual e a outra uma festa de 15 anos. E uouuu eu consegui! O primeiro look ela queria preto (o que não era novidade no armário dela), e assim realizei o desejo, fiz preto, maaaasssss, claro que era um preto totalmente diferente de um pretinho básico. Um vestido midi, com transparência e um forro levemente dourado, uuuouuuuu e ela arrasou!! Sério foi lindo demais mostrar o mulherão que ela é, e ela se amando e me agradecendo por meses consecutivos. Através daquele vestido descobrimos quem era a Lu de verdade. Arrasamos!

Segunda ocasião da Lu, festa de 15 anos, claro que o preto não passou na minha cabeça, mas na dela, claro que sim. Convenci ela de fazermos um vestido verde e longo. Logo ela, tão insegura e eu de novo trazendo aquela mulher incrível. E, novamente, ela amou!

Outro caso foi a Jé, cabelo curto, cheia de presença e estilo. Ocasião nada mais e nada menos que a formatura dela e sim, ela já tinha comprado o vestido em outro lugar, mas quando me contou isso ela não brilhou os olhos, não era o vestido que ela queria de verdade para a ocasião, então falei para ela que faríamos um. Para a Jé a primeira opção de vestido era a cor vermelha, conversamos um pouco e decidimos

fazer um rose, bem clarinho, e ela com toda sinceridade me falou “confio em ti”. E gente, não sei nem como foi isso, simplesmente foi incrível. Logo ela que, acredito eu, nunca se imaginava de rosinha ficou uma princesa, lindíssima.

Por isso eu sempre digo que não faço roupas, faço as pessoas se amarem mais, se descobrirem mais e fazerem daquele momento em que elas estão usando as peças um momento único, só delas. Para mim isso é fazer a diferença na vida de alguém.

Como tudo começou

Desde pequena eu amava sonhar.

Me trancava no quarto da minha tia e usava suas roupas e maquiagens, fazia uma mistura de peças e cores, eram tantos tons que até parecia que eu iria lançar uma nova moda. Assim passavam-se minhas tardes, sempre a mesma coisa. Não sei, as vezes me pergunto se foi daí que começou minha paixão por moda, acredito até que sim, mas o sonho tenho certeza que nasceu comigo. Aliás, não posso esquecer, quando eu estava na pré-escola as vezes queria ir de biquíni no inverno, depois era de vestido de prenda, e assim por diante.

Minha mãe costurava e eu arriscava algumas peças na máquina dela. Mas quase sempre acabava saindo de casa com tecidos amarrados manualmente que eu usava como roupa.

Aos 16 anos dei um passo adiante, abri meu primeiro ateliê e comprei uma máquina de costura industrial e minha tia cedeu um espaço atrás da loja de flores que ela tinha. Sem experiência, fazendo para as amigas, não conseguia cobrar e decidi que não estava na hora daquele empreendimento ainda.

Moda era fútil, diziam para mim. Você não terá sucesso pois blá blá blá. Acabei dando um tempo no mundo da moda e fui cursar nutrição.

Como todos já esperavam não suportei, larguei a nutrição e fui cursar moda. Trabalhava todos os turnos e todos os dias da semana para poder pagar a faculdade, não era fácil eu admito, mas o fácil nunca me levaria aonde eu desejava chegar. Não satisfeita ainda iniciei um estágio em moda. Ou seja, estudava de manhã, estagiava de tarde, trabalhava de noite e nos finais de semana.

Dessa forma mesmo levei meus anos seguintes, não haviam descanso e nem tempo sobrando.

Enfim me formei. Agora existia mais uma pressão, a de estar formada e não estar trabalhando na area, néh? Claro que eu fazia minhas roupas junto com minha mãe, mas não existia venda. Todas as meninas amavam, mas eu ainda não tinha coragem.

Eu tinha um projeto até os 25 anos, eu não ia, mas vou contar para vocês. Estipulei uma meta que aos 25 anos eu teria minha indústria de moda. Mas acabei me formando com 27, e ainda nem tinha atingido minha meta dos 25.

Acabei a faculdade e logo matriculei em um MBA de Negócios de Moda, esse sim foi o grande passo para o início da realização do meu projeto de 25 que pulou para os 30. Foi no MBA que eu tive toda base de gestão, trocamos experiências e percebi o que faltava para levar o meu sonho adiante. Assim abri novamente o meu ateliê.

Com mais experiência, mais visão, mas sem muito dinheiro para investir, meti a cara mesmo assim, resolvi arriscar. Como eu disse, o fácil nunca iria me levar aonde eu desejava chegar, trabalhava ainda em mais dois lugares, mas mesmo assim levei o ateliê durante 1 ano, quando surgiu então minha grande oportunidade de crescer e abrir o negócio dos meus sonhos, que era transformar vidas com roupas, confeccionar sonhos.

Hoje a marca Marianna Tavvares investe 100% do seu conceito na experiência da essência da moda, leva ela como uma vida dentro da própria vida com o objetivo de transformar vestidos em memórias inesquecíveis.

Bom, agora vocês conheceram o início do sonho da minha vida. A partir de hoje vou dividir com vocês meu dia a dia que mistura moda, pessoas, empreendedorismo e muito amor.